20051124

Sobre o Karma

Uma das Leis de Newton preconiza que para toda ação existe uma reação de mesma força e intensidade, e esta Lei faz parte da mecânica clássica. Assim como esta também funciona a Lei do Karma. Segundo Saï Baba, todo homem produz algum tipo de Karma, que é o efeito do fruto de suas ações, presentes ou passadas, nesta ou em outras existências de nossa alma.

O homem não tem como permanecer quieto sem gerar Karma e isso ocorre desde seu nascimento até a sua morte. Entretanto, cada um de nós deve entender claramente qual é o Karma que ele deve praticar. Assim sendo, existem apenas dois tipos de Karmas: os que atam (Vishaya Karmas) e os que libertam (Sreyo Karmas).

Na humanidade atual, os Vishaya Karmas (os que atam) aumentaram acima de qualquer controle e, como resultado disso, aumentou a tristeza, a confusão e a miséria humana e, por meio deles, não podemos obter felicidade ou paz mental. Já os Shreyo Karmas (os que libertam), ao contrário, produzem, em cada ato, alegria e prosperidade progressiva. Estes Karmas dão bem-aventurança à alma (Atmananda) e, embora pareçam ser externos, não estão somente relacionados com a mera alegria exterior, pois sua atração está sempre direcionada ao nosso interior e este é o caminho certo, o caminho verdadeiro.

Os Karmas que atam incluem nossas atividades com relação aos objetos externos, e geralmente o homem se serve deles sempre com o desejo de obter lucro ou resultado satisfatório em suas ações. Esta ânsia por estas conseqüências leva-o ao atoleiro do “eu e meu” e ao demônio do ego (controle), principalmente à luxúria e à cobiça. Este é um caminho perigoso e cheio de labaredas, pois dar prioridade aos objetos sensoriais é o mesmo que dar importância ao veneno. Porém, o homem que, sem apego, se expõe a eles, mas que permanece sem interesse no resultado, poderá, sem maiores preocupações, sair-se vitorioso dos sentimentos do “eu e meu”.

Já os Karmas que libertam são puros, perfeitos; sem egoísmos e imutáveis. Sua característica é a importância dada ao fato da ação sem nenhuma idéia de receber em troca frutos ou benefícios, conforme foi elaborado no Gita (Nishkama Karma). A prática desta disciplina envolve o desenvolvimento da Verdade (Sathya), da Retidão (Dharma), da Paz (Santhi) e do Amor (Prema).

Se ao percorrer este caminho também praticarmos a repetição do Nome do Senhor, então obteremos alegria, bem-aventurança e a mais completa satisfação. Se todos trilhassem este caminho santo (oferecer tudo ao Senhor, sem nenhum desejo pelos resultados), o próprio Senhor cumularia a todos com tudo o que fosse necessário, com tudo o que merecessem e com toda a paz mental. Isso é muito fácil e, na verdade, é isso que produz alegria plena.

É muito difícil falar a mentira, pois, para falarmos sobre aquilo que não existe, primeiro temos que criar o inexistente, o que gera uma atmosfera de preocupações e inquietações, e isso leva o indivíduo ao mundo do medo e da fantasia. Agindo assim estaríamos atuando contra o Dharma . Portanto, seguir o Sreyo Karma (libertação) é seguir o caminho do Dharma (retidão), uma vez que o Vishaya Karma (prisão) só nos oferece dificuldade e complicação. O caminho de Atmananda (Felicidade da Alma) é eterno e sagrado. Palavras do Avatar Bhagavan Sri Sathya Saï Baba, de seu livro Yoga da Meditação.

2 Comments:

Anonymous Carlos said...

Gostei muito do texto, mas eu simplificaria dizendo que se as pessoas tivessem um pouquinho mais de respeito e amor ao próximo, a vida de todos seria bem melhor e não teriamos tanta desigualdade e injustiça como temos neste planeta.

4:07 PM  
Blogger Micha Descontrolada said...

Adorei o texto, pra conhecer um pouco mais sobre algo q acredito.

Eu tinha um namorado q falava mto no Sai Baba, já tinha até esquecido. Mto legal mesmo.

beijosssssssssssssss

6:04 AM  

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