20051020

"Amo"

(Vladimir Vladimirovich Maikóvski)

"Comumente é assim: Cada um ao nascer traz a sua dose de amor, mas os empregos, o dinheiro, tudo isso, nos resseca o solo do coração...

Garoto: Fui agraciado com o amor sem limites...

Adolescente: A juventude tem mil ocupações...

Minha universidade: Os historiadores levantam a angustiante questão: era ou não roxa a barba de Barba Roxa? Que me importa, não costumo remexer o pó dessas velharias!... Uma vez instruídos, há os que se propõem a agradar as damas fazendo soar no crânio suas poucas idéias, como probres moedas numa caixa de pau... Os adultos fazem negócios... Eu encho-me dum leite de versos e, sem poder transbordar, encho-me mais e mais...

Tu: Entraste, a sério, olhaste, a estatura, o bramido e simplesmente advinhaste: uma criança! Tomaste, arrancaste-me o coração e foste com ele jogar, como uma menina com a sua bola... Em ti depositei o meu amor, tesouro encerrado em caixa de ferro e ando por aí como um Creso Contente... As esquadras acodem ao porto. O trem corre para as estações. Eu, mais depressa ainda, vou a ti, atraído, arrebatado, pois que te amo... Assim, eu, em tua direção sempre me inclino, apenas nos separamos, mal acabamos de nos ver...

Dedução: Não acabarão com o amor, nem as rusgas, nem a distãncia. Está provado, pensado, verificado. Aqui levanto solene a minha estrofe de mil dedos e faço o juramento: amo, firme, fiel e verdadeiramente!"

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