20050923

Sobre a farinha do maracujá

Essa farinha me interessa. E explico porque: de uns tempos prá cá diversas pessoas têm me alertado dos milagres que está causando a farinha do maracujá. E, à mim, interessa mais ainda porque toda a minha ascendência familiar (pais e avós) foi afetada por essa doença (diabetes) que, segundo os especialistas médicos, será "o mal do século XXI". Por ser a fonte de origem dos mais variados desequelíbrios orgânicos, a diabete nos causa também os mais variados sintomas, diagnósticos e doenças colaterais, se ela não for previamente identificada, adequadamente tratada e periodicamente monitorada.
Então vai aqui e agora a boa notícia: está oficialmente confirmada de forma científica que a farinha da casca do maracujá reduz a taxa de glicose no sangue, conforme texto publicado na conceituada revista Ciência Hoje, da SBPC (Sociedade brasileira para o Progresso da Ciência), de Outubro de 2003 (nº 198, páginas 54/55), intitulado: Maracujá para diabéticos. Esse texto, de grande interesse público, diz o seguinte: "O estudo da casca do maracujá, coordenado pelo químico industrial, Armando Sabaa Srur e desenvolvido pela nutricionista Solange Miranda Junqueira, descobriu o conteúdo do organomineral da casca dessa fruta e constatou que ela possui alto teor de pectina, um tipo de fibra solúvel (totalmente degradável no organismo), que ajuda a diminuir a taxa de glicose no sangue. Estes pesquisadores desenvolveram ainda uma farinha de casca do maracujá que, ao ser misturada em ração para ratos diabéticos, diminuiu em 22% a taxa de glicemia (glicose no sangue) desses animais." E continua: "Como não vimos efeitos colaterais nos animais, sugerimos que humanos diabéticos também consumissem essa farinha, e o resultado observado foi o mesmo." Entretanto, Sabaa faz uma advertência: "É importante controlar o consumo da farinha, pois, embora ajude a reduzir a glicemia, ela não é remédio e, se consumida excessivamente, também poderá causar hipoglicemia (baixo teor de glicose no sangue)". Para que isso não ocorra, ele sugere o monitoramento glicêmico do sangue por parte do diabético que fizer uso dessa farinha.
A boa notícia é que essa farinha já está sendo comercializada no mercado de fitoterápicos justamente devido ao sucesso dessa pesquisa. E a ótima notícia que tenho para os diabéticos e demais curiosos que lerem este meu texto é a receita dessa farinha. Simples e fácil: escolha bem os maracujás; corte-os ao meio; retire a polpa e aquela pelinha que a envolve; corte as cascas em pedaços menores e deixe secar po um dia, ou mais, até que a casca fique ressequida, entretanto, sem embolorar; após leve ao forno (70°C) até ficarem crocantes; bata as cascas aos poucos no liquidificar até o ponto de farinha e pronto! O pesquisador sugere que os diabéticos utilizem duas a três colheres dessa farinha a cada refeição principal, de acordo com a taxa de glicemia apresentada pelo freguês.
De quebra vou dar outra receita de comprovada eficiência popular: retalhe um bom pedaço de gengibre e caramelize com açúcar mascavo; junte a polpa dos maracujás cujas cascas viraram farinha; acrescente um pouco de água; ferva bem em fogo baixo; deixe evaporar até o ponto de xarape; coe, esfrie e coloque em um vidro. Tome diariamente uma, duas ou mais colheres de sopa desse preparado, à noite, antes de deitar. Tira a dor do corpo, a fadiga, a estafa, faz dormir e traz lindos sonhos.
E agora, para finalizar, uma dica de leitura: Meditando na Cozinha" (Corre Cotia), crônicas e receitas da Sônia Hirsch, é o livro que recomendo para quem desejar saber mais sobre holismo e alimentação natural. E mãos à obra...

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