20050912

Lágrimas da noite

Lágrimas da noite,
Gotas orvalhadas do luar,
São como as lágrimas da chuva,
A nos encantar.
Gostaria de estar a contemplá-las,
Debruçado ao batente de uma janela de madeira,
Em um Chalé, no "Vale das Rosas".
Seria em uma noite chuvosa de verão,
No final da primavera.
E se tivesse à mão
Um copo de bebida,
Sorveria-a deliciosamente,
Esperando as horas passarem.
E se do canto do quarto
Me viesse uma melodia branda,
Inundando quase silenciosamente
O ambiente à sua volta,
Eu misturaria esse doce momento de magia
Com o encanto dessas lágrimas
Vislumbradas ao luar.
Seria um momento de poesia
Realmente inesquecível.
E se às minhas costas,
Repousando na cama de casal,
Estivesse virginal donzela,
Me sentiria ainda mais feliz.
E quando estivesse inundado
Desse magistral encanto,
Me viraria e iria até ela
E abraçaria o seu belo corpo denudado.
Afagaria seus negros cabelos caxeados
E aos seus ouvidos
Murmuraria doces versos de amor.
E quando ela acordasse com esse meu canto,
Nossos ardentes e sedentos corpos
Se juntariam e se fundiriam em um só.
Seria um inesquecível momento de amor.
Lágrimas da noite,
Gotas orvalhadas do luar,
São como as lágrimas
Das alegrias passadas
Das nossas vidas,
Que os tempos levam
E não trazem mais.

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