20051101

Sobre o equilíbrio - O segredo para a tranqüilidade

A vida do ser humano funciona como o movimento de um pêndulo: din-don; tic-tac; prá-la, prá-cá; positivo, negativo; esquerda, direita; prá-cima, prá-baixo; etc... e, estas duas faces da mesma moeda refletem a dualidade presente na existência de todos nós.

Ocorre que a vida só existe se esse “mecanismo” estiver sempre em movimento (senão o relógio pára!) e o seu ponto neutro representa teoricamente o famigerado equilíbrio que faz com que a nossa vida adquira algum sentido (o tão necessário sentimento de paz interior!).

Só que esse ponto neutro, assim como tudo o que ocorre em nossas vidas, é ilusório. Ele existe sim, mas esse “mecanismo” tem de estar sempre em movimento, senão o corpo morre e, bem sabemos, um corpo morto não serve para nada e presta-se apenas para ser decomposto pela ação do tempo.

Disso tudo presume-se que a dualidade, mais o ponto neutro (de equilíbrio) formam a trindade e esse conjunto de “pontos” (a esquerda, a direita e o meio!) espelham a unidade, o absoluto. O ponto neutro representa a síntese de tudo o que existe, o ponto de equilíbrio entre a tese e a antítese. O Tai-Gi, aquele círculo com as duas partes em constante mutação, símbolo do Taoismo, mostra isso com perfeição e nos permite compreender com razoável discernimento o real sentido desta minha reflexão.
Assim entendo “O Caminho do meio”, como sendo a ponderação, a ação com equilíbrio, nem pendendo e nem se identificando com nenhum dos lados dessa “balança”, pois isso, positiva ou negativamente, nos traria muito sofrimento e miséria humana, pois nem tudo é bom e nem ruim. Para um existir, há que existir também o seu antípoda, o seu lado contrário, o reverso da moeda.

Esse “pêndulo” vai e vem, e esse movimento é sua função para que a vida possa continuar existindo. A energia, a matéria, a vida estão em constante vibração, tendendo a se sintonizar com a harmonia do cosmos, que é a fonte de sua origem.

É de “Lei” que isso aconteça, só o que o nosso “ser” não deve se identificar, se apegar, ou mesmo pender para nenhum destes dois lados desse “pêndulo”. Essa é a chave desta questão, “estar no mundo, sem ser do mundo”.

4 Comments:

Blogger Márcia said...

e como se consegue esse equilíbrio?
o ser sem ser?
estar sem estar?
doar sem pedir em troca?
esse pêndulo oscila sem dar chance de escolhas...somos do mundo e ponto!!
adorei seu texto!!!
lindo dia meu querido!!
beijossssssssssss

7:48 AM  
Blogger Navegando com o Álvaro Míchkim said...

Márcia, obrigado pelo comentário. Pondero que talvez a chave disso tudo esteja em nosso livre arbítreo, que motiva as nossas escolhas, gera os nossos carmas e direciona as nossas práticas. Agora, esse pêndulo, hah... ele é mesmo complicado! Ri-ri-ri....
Que o céu azul esteja em seu horizonte, repleto de anjos!
B&A...

10:14 AM  
Blogger Micha Descontrolada said...

uau..vim retribuir a visita e me deparei com esse post maravilhoso.
amei demais e concordo. essa frase final ficou perfeita.
aprabéns.
beijossssssssss

6:51 PM  
Blogger Navegando com o Álvaro Míchkim said...

Obrigado Micha, Hermes - aquele que disse que "assim como é em cima também é em baixo" ("Tábua da Esmeralda"), agradece. Carpe Diem!
B&A

6:04 AM  

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