20080926

Nasrudin, O Mestre Sufi

Hodja Nasrudin, com seu humor e sua “lógica” toda especial, é um personagem criado pelos sufis com o propósito de trazer à tona a imaturidade de nossos conceitos e de nos colocar frente a frente com a mecanicidade de nossas atitudes. Suas histórias armazenam um conhecimento que procede da própria fonte do ensinamento, e o impacto que produzem é uma das técnicas utilizadas pelos Mestres Sufis para fazer com que o buscador, a partir de sua própria experiência interna, alcance uma percepção mais profunda da realidade e desperte, a partir dai, as possibilidades superiores de sua mente, pois o pensamento formal, os juízos de valor, as idéias ordinárias a respeito de tempo e espaço, embora sejam úteis para nossas atividades cotidianas, são ineficazes para a compreensão da verdadeira realidade.
Desse Mestre tão citado por OSHO, compartilho o seguinte conto: "O Asno".
"Um dia Tamerlão recebeu de presente um asno de grande valor e apresentou-o aos cortesãos, que não pararam de elogiá-lo. Tamerlão dirigiu-se à Nasrudin e disse-lhe: - Qual é a tua opinião a respeito deste asno? - De minha parte - respondeu Nasrudin - creio que neste asno podem ser observadas grandes aptidões e, se o senhor me permitir, poderei ensiná-lo a ler, no período de alguns meses. - Se conseguires fazê-lo, eu te recompensarei muito bem - disse Tamerlão. Ao cabo de três meses, Nasrudin apresentou-se na corte com o asno e, sem dizer uma palavra, tomou um grande livro e colocou-o na frente do animal. Imediatamente este pôs-se a virar as páginas do livro com sua língua e a zurrar, cada vez que passava uma página. Surpreendido, Tamerlão perguntou-lhe como havia chegado a este resultado. Nasrudin explicou-lhe: - No primeiro dia em que levei o asno para minha casa, nada dei-lhe de comer. No dia seguinte, pus este livro na sua frente, com grãos de milho entre as suas folhas; e, faminto, o asno farejou os grãos e começou a virar as páginas do livro; quando não encontrava grãos, olhava-me no rosto e zurrava; e, assim, eu o acostumei a alimentar-se. Um dos membros da corte, tentando menosprezar o feito, disse-lhe: - A única coisa que o asno fez foi virar as páginas e zurrar, mas não leu nada! Nasrudin, dirigindo-se à corte, enfatizou: - Um asno não pode aprender a ler mais do que isto; e quem quer que pretenda ensinar-lhe mais deveria considerar a si próprio um asno”.
Fonte - "Contos de Ensinamento do Mestre Sufi Nasrudin", Edições Dervixe - RJ.

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3 Comments:

Blogger Artista e seus gatinhos said...

vc estava sumidooooooo....
belissimo conto...com uma bagagem e tanto ..

10:09 AM  
Anonymous Márcia(clarinha) said...

E o que tem de asno por aí a fora, aff!
Gostei do conto e seu ensinamento.

Você não imagina como dei gargalhada quando falou da chuva, viu só? Desejou e ela veio toda de uma vez, kkkkkk, aqui tb chove canivetes, tudo preto parecendo noite e um frio de lascar, nem parece Rio de Janeiro na primavera :(

Sobre sua sogra [tadinha, melhoras pra ela] os bônus que está juntando para entrar no céu são cumulativos, faça o favor de cozinhar muito e bem gostosinho pra ela, viu Chef?
Seu baú de shreio karmas está quase cheio, rsss
E as jabuticabas vão se estragar no pé...coloca capa, galocha e vá colhê-las, aproveita manda um cadinho pra mim, rsss

lindo dia amigo Álvaro e tomara amanhã a chuva passe.
beijos

10:20 AM  
Blogger Artista e seus gatinhos said...

viu, vc tem MSN? queria saber sobre essa busca pela espiritualidade q vc diz em seu perfil

1:15 PM  

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