20070615

Krishnamurti: em busca da liberdade!

Jiddu Krishnamurti (1895-1986), por tradição, como 8º filho homem de uma família de brâmanes, recebeu esse nome, em honra a Sri Krishna, uma divindade outrora encarnada num 8º filho. Seu pai, adepto da Sociedade Teosófica, passou sua tutela à Sra. Annie Besant, que estava convencida de que o menino estava destinado a tornar-se um grande instrutor espiritual.
Em janeiro de 1911 é fundada em Adyar, Índia, a Ordem da Estrela do Oriente, uma organização cujos membros preparavam a si próprios e ao planeta para o advento do Instrutor do Mundo. Era crença entre eles que todos os grandes instrutores religiosos foram guiados por um mesmo ser, o Lord Maitreya, que, aproximadamente, de 2 em 2 mil anos, se manifestava em encarnação humana através do veículo escolhido e, estes, acreditavam firmemente que Krishnamurti fosse esse novo veículo para o Avatar da Nova Era (de Aquário).
Ainda em 1911, sempre sob os cuidados da Sra. Besant, Krishnamurti foi trazido à Inglaterra para ser preparado e educado como o Instrutor do Mundo. Ali permanece durante toda a 1º Grande Guerra. Posteriormente viaja à França, Austrália, Estados Unidos, Holanda, etc.. e por fim retorna a Índia. Seus doutrinadores sempre desejaram conciliar em Krishnamurti uma mistura de Jesus e Buda Gautama, mas, desde 1926, sua rebeldia psicológica quanto aos dogmas pregados pela “Ordem” fez que ele, em 1929, para espanto geral, a dissolvesse, após 18 anos de sua existência.
Nesse dia Krishnamurti disse: “Eu sustento que a verdade é uma terra não trilhada e que não a alcançareis por nenhum caminho, nenhuma religião, nenhuma seita... não quero seguidores... de que serve ter milhares deles que não compreendem, que estão completamente imbuídos de preconceitos, que não desejam o novo e que preferem viver ao gosto de seus egos estéreis e estagnados... desejo que todos os que queiram compreender-me sejam livres, não para me seguir, não para fazer de mim uma divindade presa em uma gaiola... primeiro desejo que estejam livres de todos os temores - do medo da religião, do medo da salvação, do medo da espiritualidade, do medo do amor, do medo da morte, do medo da própria vida. Durante 18 anos me prepararam para ser o novo Instrutor do Mundo e estiveram à espera de alguém que vos desse novo deleite ao coração, à mente, à vida... quereis novos deuses em lugar dos velhos, novas religiões em lugar das velhas - tudo isso é igualmente sem valor, tudo barreiras, limitações, muletas...; Quanta infantilidade! Quem senão vós mesmos podeis dizer se sois feios ou belos interiormente? Neste momento o que me interessa é somente tornar os homens absoluta e incondicionalmente livres.”
Após essa mudança radical no rumo de sua vida, Krishnamurti continuou fiel a esse ideal, cujo propósito maior foi o de tornar os homens, sem nenhuma restrição, livres dos dogmas, dos padrões e, principalmente, dos próprios temores e limitações que separam o homem do homem.
Segundo Krishnamurti, “ o mundo está em nós, e em nós encontraremos as causas da desordem em que o pusemos: avidez, nacionalidade, competição, e egoísmos de todas as espécies”. Para finalizar ele complementa: “o mundo não tem nada de confortador para nos oferecer, entretanto, com cristalina clareza, vermos a nós próprios diante do espelho não é algo que propicie conforto. Muitos se afastam de seu ‘espelho’ para procurar em outro lugar uma imagem mais lisonjeira de si mesmos; mas, aqueles que tiverem coragem de se olhar, poderão operar em si próprios uma maravilhosa transformação interior”.
Em verdade esta é a mensagem que Krishnamurti nos deixou. Ela nos leva ao “autoconhecimento”, que muito pode contribuir para a interna tranqüilidade do ser e para a eterna felicidade do homem.

Fontes: Krishnamurti: “Viagem por um mar desconhecido” (Ed. Três); Mary Lutyens: “Krishnamurti: os anos do despertar” (Cultrix); Osho: “Livros que amei” (Madras); Pesquisa Internet, etc...

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4 Comments:

Anonymous Márcia(clarinha) said...

AFF! nem li[volto depois] "Bora" quer dizer "vambora" ou "vamos embora que se faz hora", ou "corre que tá na hora", ou seja lá como queira chamar alguem, rsss
volto depois do final de semana,
beijos

3:27 PM  
Blogger Ordisi Raluz said...

Brilhante texto, Gafanhoto! Um mar de apredizado mostrando que quem vai fundo enxerga a relatividade da(s) verdade(s) e a volatilidade das coisas. Jiddu Krishnamurti? Nominho complicado, mas esse cara me impressionou.

Agora, cá entre nós, após uma longa reunião com Pin & Güim (o Gá estava capotado), ficou estabelecido que, pelo sim, pelo não, o melhor mesmo é que seja eu o ditador do mundo.

Abraços democráticos.

6:22 PM  
Anonymous Márcia(clarinha) said...

Só nós sabemos de nós, nos são dadas armas que operem milagres e mudanças, temos que conhecer a coragem e usar essas armas...
Hummm, tentei entender um cadinho esse texto mas ando meio lesa, rsss
linda semana Álvaro meu amigo
beijossss

4:59 PM  
Blogger Nena said...

Caramba Álvaro, que texto bom! o oitavo filho, como Krishna. E realmente fez uma revolução da maneira mais correta. Dessa vez, não é o caminho do meio onde tentamos sempre nos equilibrar, mas sim os caminhos interiores. Se olhar e se ver, se perceber nos detalhes é coisa dolorida e demais de necessária.
Eu tento sempre, mas nem sempre consigo me comportar como eu gostaria.

Muitos beijos e abraços!

5:59 PM  

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